domingo, 13 de dezembro de 2015

Quero ser frágil

Quero ser frágil.

Sofrer... verbo intransitivo, 2ª conjugação, mas que “bate” de 1ª na alma, na vida, nos coloca no chão, nos deixa sem chão, nos faz fraquejar.
Não se escolhe sofrer, ele nem bate a nossa porta, entra sem pedir licença, nos arrasa, nos estraçalha... mas também nos faz crescer.
Nos faz entender que além da linha tênue, o sofrer deixa de existir, para quem a atravessa. Nos faz entender que somos fortes, além do que imaginamos.
Somos capazes de deixar no túmulo o corpo inerte da pessoa que mais amamos e ainda dizermos: foi o melhor pra ela, descansou. Deus sabe o que faz. Ele quis assim... Será?
Somos capazes de voltar para casa e enfrentar o silêncio da sala vazia, do quarto sombrio.
Somos capazes de abrir as gavetas e doar aquilo que a pessoa mais amava. Isso é sofrer!
Somos capazes de abraçar um amigo, não dizer uma palavra e ele entender tudo.
É... o sofrer nos torna forte... mas eu preferia ser frágil e ter de volta o sofrimento da pessoa, A PESSOA, meu choro... meu amigo, minha mãe, meus irmãos...

Quero ser frágil, se o sofrimento for a única maneira de ser forte!

Por Luzete Valente

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

"Deus, meu Deus... Por que me abandonaste?" (Jesus)

Meu pequeno GRANDE "caco" que se perdeu. Agora tudo é silêncio.



Voltando a catar cacos

A vida nos leva a isso: Catar cacos pela vida para seguir a caminhada. Mosaicos da infelicidade humana. Somos todos partidos e retalhados pelos infortúnios desta vida "programada para matar". E com isso a solidão torna-se companheira inseparável daqueles que perderam seus cacos e não conseguem terminar o mosaico da história.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Os Saltos

    Sentados lado a lado no ônibus, seguíamos rumo ao centro da cidade. De repente, um salto de sapato,  alto, brilhante, vai e volta no corredor. Sobe a ladeira ... o salto desce. Desce a ladeira... o salto sobe. E ela  dá gargalhadas a cada movimento do salto. Gargalhadas de ironia. “De quem será? Quem vai descer manquitolando? Ah,ah, ah! Perder um salto de sapato... o que mais não perderá? Qual será a marca do sapato? Deve ser de camelô. E a viagem prosseguia como todas as viagens. É sempre bom viajar, conhecer lugares, conhecer pessoas, mesmo que essa viagem seja dentro de sua própria cidade, em ônibus circular. Melhor ainda é viajar dentro de você mesmo. Conhecer seus medos, suas frustrações, suas alegrias, viajar... viver... Como disse Rubem Alves * “A vida não suporta mesmice. Nascer, crescer, envelhecer. Nenhuma planta é igual a si mesma num momento subsequente de tempo. As pedras nem nascem, nem crescem, nem envelhecem, nem se reproduzem. São eternas. São sempre as mesmas. MORTAS.”
Pessoas são VIVAS, viajam e encontram saltos soltos pela vida. E por falar  em salto, o coitado se esfolava de um lado para outro, e ela  gargalhava a cada movimento. Uns desciam, outros subiam, e nada.. ele continuava ali, a mercê da vida, ridicularizado.
    De repente, fim de linha. Todos se levantam e vão saindo. E subtamente alguém ao meu lado, apoia-se em meu ombro, quase cai. E não consegue andar. Falta –lhe alguma coisa. O que seria? Um apoio? Teria sentido dores no joelho, nos pés? NÃO?! Falta-lhe um salto. Constrangedor.. irônico... cômico?! O salto lhe faltava. Quanto dói a falta de um salto de sapato! O pior é não poder sorrir.
    E nós? Eu e você, quantos saltos de sapatos dos outros vemos pelo chão? Quantos saltos já perdemos em nossa vida? Pena que às vezes é mais fácil enxergarmos os saltos dos outros caídos pelo chão da vida. Somos capazes de rir, de vigiar quem vai andar sem ele. Quem vai cair. E muitas vezes fazemos isso deitados, caídos no chão da nossa hipocrisia, da nossa ignorância, de nossa estupidez.
    Examine os seus sapatos antes de rir de algum salto solto, perdido pelo chão.
                ( Luzete de Fátima Valente Teixeira. Julho de 2005.)
            * Rubem Alves. Transparência da eternidade. P.86.

Terrorismo X Terrorismo

    O mundo assistiu atônito, no dia 11de setembro de 2001, com estupor e indignação, ao irromper da demência humana nos atentados terroristas nos Estados Unidos. As tragédias nos dão a dimensão da inumanidade de que somos capazes. Mas também deixam vir à tona o verdadeiro humano que habita em nós.
    Com o mesmo estupor e indignação, assistimos a tragédia que nos atingiu nos últimos  meses  e que nos faz repensar  os rumos da política brasileira. Haverá arca de Noé que salve alguns e deixe perecer os demais? Temos que nos salvar a todos, a comunidade de vida de humanos e “não-humanos”.
    Terrorismo e terrorismo. O que é pior? Ver o seu País devastado pela corrupção ou prédios destruídos dizimando milhares de vidas. E nossas vidas?  A dimensão é a mesma, o terror é o mesmo, a desilusão é a mesma. Procurar entre escombros a dignidade perdida é pior que procurar corpos espalhados pelo chão. Pelos menos ao procurar corpos, há esperança de vida, mas ao procurar vida, imagina-se achar o óbvio: a ética, a dignidade.
    Um País sem ética política e social é um caos. São “donas Duviges”  morando em cavernas no sertão nordestino, são missionários assassinados ao defender o pedaço de chão, são pobres desempregados, são crianças revirando lixos em busca de pão. 11 de setembro está a cada dia na vida do povo brasileiro. São bombas para todos os lados. Quem paga tudo isso são pobres, miseráveis, que não  podem nem comprar uma pizza para comemorar o fim do “atentado Roberto Jefferson”, pois como todos sabem “tudo acaba em pizza.”
    É preciso “exorcizarmos o medo quando fazemos do distante um próximo e do próximo, um irmão e uma irmã. Afastamos o medo do inimigo quando começamos a dialogar e no diálogo a nos conhecer e no conhecimento a nos aceitar e na aceitação a nos respeitar e no respeito a nos amar e no amor a nos cuidar.”(Pe.Fábio de Melo) Cuidar de nossa formas de convívio, escola, família...  na paz, na solidariedade e na justiça. Cada um é chamado a colocar o seu tijolo na construção deste santuário da paz, da cooperação do amor fraterno.
    Que o Deus Criador que habita em cada um de nós, que conduz misteriosamente os caminhos da história, nos acompanhe com sua luz e calor para construirmos ou melhor reconstruímos um País de pessoas felizes, valorizadas e HUMANIZADAS.
    Por isso: Salve dona Duvige, seu Lourenço, Irmã Doroty, Xico Mendes, Meninos Carvoeiros, Tião, Otávio, Tim Lopes, eu e você, que lutamos por um Brasil justo, digno, solidário e humanitário.
( Professora: Luzete de Fátima Valente Teixeira, em Crônicas do Amor Maior. 2005)

Liderar X Liderar. Afinal o que é????????

    Em tempos de paz, o mundo vive a guerra. A guerra do não saber liderar, a guerra do não saber respeitar. Para tudo precisa-se de um juiz. Juiz no futebol, no tribunal,  na vida... enfim juízes. Juízes erram... os súditos pagam pelo seus erros. Até quando o mudo vai calar. Brasil, país do contraste  e do contrato. De acordos e desacordos. A era da paz.  Se paz é calar, estamos em guerra. A guerra da euforia... do grito na garganta... do gol que não marcou... do gol  marcado... a guerra dos projetos inacabados, não realizados, ou fingidos. Diante de tudo isso o povo  está calado, bois em fileiras indo para o matadouro. Só ficam felizes diante das sombras na caverna, chamada de imagens. Ronaldinho, Ronaldo, ah! O Fred...  O Neimar... Até mesmo o Doutor fazendo gol no céu... Quanta intimidade. Somente eles suscitam a felicidade neste povo tão sofrido. O mundo pára... e a educação também.
    Lideranças sem liderança, educação sem educação. As páginas da história são vergonhosas.  A guerra, a discriminação, a exclusão. Milhões e milhões de crianças vítimas da educação. “Pai, afasta de mim esse cale-se”! Os grandes controlam os pequenos. A miséria física e emocional sempre foi a companheira da espécie humana. Depois de tantas vidas sacrificadas, veio um homem que se sacrificou pela humanidade. Um homem que não pedia nada em troca, só se doou. Um homem que não gritava, era manso, era cordeiro, Porém, sabia ser líder. Um cordeiro é um animal tranquilo. Ele foi o mais tranquilo dos homens. Um cordeiro é dócil até quando está morrendo. Ele foi um homem que cuidou de todas as pessoas. O mestre dos mestres. Não teve político que o indicasse, não tinha padrinho... Ele era o líder... o técnico... o vencedor.
    Então, em tempos de paz, o mundo está em guerra...em luta...em busca. Em busca de um hexacampeonato, em busca de uma educação de qualidade, em busca de harmonia. E professores em luta por uma verdadeira educação.
Quando não se tem o que deseja, que tal mudar o técnico ou a técnica? Depende de cada um, para que todos sejam hexa campeões, principalmente na EDUCAÇÃO!
                    ( Luzete de Fátima Valente Teixeira.Professora que ainda acredita que a EDUCAÇÃO muda a história)

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Feliz Demais

Ser Feliz é isso:
_ Trabalhar todos os dias, mesmo entre espinhos e rosas...choro e alegria... sorrisos e lágrimas...
-É saber que Deus está presente em todos os momentos de sua vida.
-É saber que Deus reservou sempre o melhor para você, mesmo que você duvide.
Ser feliz é muito mais!!!!!!!!!!!!!!!!
-É ser mãe e ver seus filhos alçando voo, buscando aquilo que um dia você sonhou para eles.
Eu sou feliz, pois Deus me deu tudo, muito além do que imaginei.
Ser feliz é simplesmente acreditar que *" O mal não pode vencer o bem. É saber que se as atrocidades nos incomodam, se a banalização da violência nos assusta, precisamos ir além. Além do que nossos olhos podem ver, além do que os nossos sentidos podem captar. É preciso ir além e chegar ao recôndito do nosso coração onde só a linguagem da alma, dos sentimentos, da simplicidade da fé é capaz de alcançar."
Vamos viver o hoje e ser feliz todos os dias!!!!!!!!

* Gabriel Chalita.Prefácio do Livro Ágape- Pe Marcelo Rossi.Pp 17/18